terça-feira, 27 de novembro de 2012

Deus, amor ou ódio?


Escrevo esse texto com o objetivo de que as pessoas, ao lerem a bíblia, a leiam com a cabeça aberta e sem temores, e que não acreditem em tudo o que leem sem antes pensar a respeito. Esse é um tema que considero de extrema importância para os que acreditam na existência de Deus, a maioria dos religiosos acreditam na existência de um Deus soberanamente bom e justo, em um Deus perfeito. O problema é que atribuem a esse Deus certas imperfeições como o orgulho, a raiva e o esquecimento.


Já ouvi muito falar na “irá” de Deus, que não se deve brincar com as coisas de Deus, que se deve temer a Deus, entre outros absurdos. O que ocorre é que as pessoas não conseguem enxergar a contradição que há nessas frases, ora, como um ser perfeito pode ter raiva? Vemos em vários versículos da bíblia ordens que determinam a morte de uma determinada pessoa apenas pelo fato de ela não ter seguido corretamente o que Deus ordenou, se fosse assim deus não seria um pai bom e justo, e sim um ditador.

A história de Sodoma e Gomorra, onde deus mata todos e deixa apenas Ló viver é um exemplo clássico de um Deus assassino. Se Deus realmente houvesse feito tal ato, ele estaria tirando o livre arbítrio de todos ali presentes, estaria matando os próprios filhos e não estaria sendo um pai bom e justo. Não importa qual pecado um filho cometa, um bom pai é aquele que SEMPRE aceita seu filho de volta, não aquele que o mata sem dó nem piedade.

Outras histórias há de mortes causadas por Deus, como a famosa história da arca de Noé, onde Deus destrói  toda a humanidade pelo simples fato de as pessoas não estarem servindo ao seu propósito. Mais uma vez é pintado um Deus ruim e vingativo. Depois disso é inventada a história de que o arco iris serve para Deus sempre lembrar que fez um acordo de nunca mais matar a todos, ou seja, Deus precisa de uma aliança para lembrar, se não ele esquece.

Outrora perguntei há uma pessoa assim: E se o Diabo se arrepender hoje da maldade e que fez e quiser voltar atrás? A resposta me deixou boquiaberto, ele respondeu assim: Satanás teve até o momento da morte de Cristo para se arrepender, depois disso foi lhe tirado esse direito.Ou seja, Deus deu um tempo limite para ele se arrepender, mas como ele não fez isso no tempo de Deus queria, então não pode mais, como uma criança birrenta Ele afirmou que, ou Satanás se arrependia na hora que Ele quisesse ou nunca mais poderia. Isso nos mostra uma atribuição de orgulho à divindade.

Acredito que se Deus fosse um carrasco, se ele mandasse seus filhos para o inferno pelo simples fato de os mesmos não seguirem suas ordens, ele não poderia ser comparado a um pai soberanamente bom e justo. Ora, ou Deus é bom ou não é! Caso ele realmente imponha uma condição para que todos possam ser salvos, as pessoas não o amariam por ele ser bom, o amariam por medo. Acredito em um Deus de amor, sem ódio ou orgulho, um pai que sempre vai te aceitar novamente em seus braços, como conta a história do filho pródigo.

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