A consciência não é um órgão físico que se pode ver,
operar ou transplantar, mas mesmo assim ela existe e está presente na vida de
cada um de nós. De onde vem a consciência? Qual é sua finalidade? Quem a
colocou em nós? De onde vem essa "voz interior"? Existem as mais
diferentes explicações e justificativas para a existência da consciência dentro
de nós. Entre elas:
– A consciência é uma instância, um poder implantado em
nós que avalia moralmente os nossos atos, nossos pensamentos, nossos planos e
opiniões (Bíblia de Estudos de Genebra).
– A consciência é aquela voz interior que impele a pessoa
a fazer o que ela considera correto (Charles Ryrie).
– A consciência, segundo desígnio divino, deve ser o
nervo central de nosso ser que reage ao valor moral intrínseco de nossos atos
(Oswald Sanders).
- Atributo que permite uma pessoa a percepção do que se passa
em torno de si e dentro de si próprio (Dicionário Caldas Aulete).
Gostaria de tomar a consciência como o alicerce da
perfeição divina, o principio básico de todos os acontecimentos. Sem a
consciência, nada saberíamos, nada conheceríamos, não seríamos seres individuas
e não teríamos o nosso livre arbítrio. Somos seres individuais no universo graças a nossa consciência.
Muitas crença afirmam que Deus nos julgará e nos condenará
ao paraíso ou à morte, outras que vamos
para o céu ou para o inferno, sendo verdadeiras qualquer uma das teorias, não
haveria bondade de Deus em matar ou condenar um filho ao sofrimento eterno,
sendo esse filho quem for. Não estou
aqui para julgar nenhuma crença, apenas para tratar desse assunto com um pouco
mais de lógica, acredito que Deus, sendo soberanamente bom e justo, não nos julga,
mas nos deu uma ferramenta perfeita para que sejamos capazes de fazer isso por
nós mesmos, a consciência.
O auto julgamento faz parte do livre arbítrio, pois o
mesmo não existiria se fossemos obrigados a seguir ordens seja de quem for ou “servir”
a qualquer um por simples medo da condenação, nesse caso o livre arbítrio seria
no mínimo uma farsa.
Nossa consciência evolui de acordo com nossa evolução
espiritual, quanto maior a sua evolução espiritual, mais consciência sobre seus
atos você tem, e quanto mais consciência sobre seus atos, mais responsabilidade
sobre eles.
Podemos comparar isso com uma criança que sem querer pega
uma arma do pai e mata o irmão, ela não será julgada pelo seu ato, pois não
tinha consciência nenhuma sobre aquilo. O mesmo não se diz sobre um adulto que
comete o mesmo ato. Assim segue entre os espíritos mais e menos evoluídos, os
mais evoluídos nos veem como crianças que não tomaram consciência sobre suas
ações ainda, e tentam nos ensinar coisas boas.
O fato de Deus ter nos dado um instrumento tão perfeito
para que nós mesmos possamos nos julgar, não significa que isso seja o
suficiente, apenas saber que está errado não é o bastante para acalmar a nossa consciência
e nem é o objetivo que fiquemos nos torturando com coisas que fizemos ou
deixamos de fazer. O objetivo é que reconheçamos nossos erros, para que
possamos retrata-los e não os cometer mais. Auto flagelação não nos levará a lugar
algum, a não ser talvez, à loucura. Aceitar nossos defeitos e tentar melhorar é
o ponto de partida.
Não faça de sua mente um purgatório, e nem tente ignorar
ou adiar pensamentos pelo simples fato de que eles te fazem mal. Ao invés
disso, pense no motivo pelo qual você está tendo esses pensamentos, tente
entende-los, trate-os com carinho, e dessa forma encontraras uma maneira de trabalhar
com eles, de talvez retratar o que realmente te incomoda, a origem desses
pensamentos, quinze minutos de meditação por dia podem ajudar muito nesses
casos.
O modo como você age e trata a sua consciência é que vai definir se ela é um castigo ou um dom divino. Não vire escravo de seus pensamentos e nem tente se
livrar da sua consciência, trabalhe junto dela, talvez essa seja a única
maneira de você conhecer a ti mesmo.




