sábado, 27 de julho de 2013

Consciência, castigo ou dom divino?

A consciência não é um órgão físico que se pode ver, operar ou transplantar, mas mesmo assim ela existe e está presente na vida de cada um de nós. De onde vem a consciência? Qual é sua finalidade? Quem a colocou em nós? De onde vem essa "voz interior"? Existem as mais diferentes explicações e justificativas para a existência da consciência dentro de nós. Entre elas:

    – A consciência é uma instância, um poder implantado em nós que avalia moralmente         os nossos atos, nossos pensamentos, nossos planos e opiniões (Bíblia de Estudos de           Genebra).
    – A consciência é aquela voz interior que impele a pessoa a fazer o que ela considera         correto (Charles Ryrie).
    – A consciência, segundo desígnio divino, deve ser o nervo central de nosso ser que            reage ao valor moral intrínseco de nossos atos (Oswald Sanders).
    - Atributo que permite uma pessoa a percepção do que se passa em torno de si e               dentro de si próprio (Dicionário Caldas Aulete).

Gostaria de tomar a consciência como o alicerce da perfeição divina, o principio básico de todos os acontecimentos. Sem a consciência, nada saberíamos, nada conheceríamos, não seríamos seres individuas e não teríamos o nosso livre arbítrio. Somos seres individuais no universo graças a nossa consciência.

Universo; pensamento no universo, seres individuais no universo.


Muitas crença afirmam que Deus nos julgará e nos condenará ao paraíso  ou à morte, outras que vamos para o céu ou para o inferno, sendo verdadeiras qualquer uma das teorias, não haveria bondade de Deus em matar ou condenar um filho ao sofrimento eterno, sendo esse filho quem for.  Não estou aqui para julgar nenhuma crença, apenas para tratar desse assunto com um pouco mais de lógica, acredito que Deus, sendo soberanamente bom e justo, não nos julga, mas nos deu uma ferramenta perfeita para que sejamos capazes de fazer isso por nós mesmos, a consciência.

O auto julgamento faz parte do livre arbítrio, pois o mesmo não existiria se fossemos obrigados a seguir ordens seja de quem for ou “servir” a qualquer um por simples medo da condenação, nesse caso o livre arbítrio seria no mínimo uma farsa.
Nossa consciência evolui de acordo com nossa evolução espiritual, quanto maior a sua evolução espiritual, mais consciência sobre seus atos você tem, e quanto mais consciência sobre seus atos, mais responsabilidade sobre eles.

Podemos comparar isso com uma criança que sem querer pega uma arma do pai e mata o irmão, ela não será julgada pelo seu ato, pois não tinha consciência nenhuma sobre aquilo. O mesmo não se diz sobre um adulto que comete o mesmo ato. Assim segue entre os espíritos mais e menos evoluídos, os mais evoluídos nos veem como crianças que não tomaram consciência sobre suas ações ainda, e tentam nos ensinar coisas boas.

O fato de Deus ter nos dado um instrumento tão perfeito para que nós mesmos possamos nos julgar, não significa que isso seja o suficiente, apenas saber que está errado não é o bastante para acalmar a nossa consciência e nem é o objetivo que fiquemos nos torturando com coisas que fizemos ou deixamos de fazer. O objetivo é que reconheçamos nossos erros, para que possamos retrata-los e não os cometer mais. Auto flagelação não nos levará a lugar algum, a não ser talvez, à loucura. Aceitar nossos defeitos e tentar melhorar é o ponto de partida.

auto flagelação; torturar a mente; peso na consciência.


Não faça de sua mente um purgatório, e nem tente ignorar ou adiar pensamentos pelo simples fato de que eles te fazem mal. Ao invés disso, pense no motivo pelo qual você está tendo esses pensamentos, tente entende-los, trate-os com carinho, e dessa forma encontraras uma maneira de trabalhar com eles, de talvez retratar o que realmente te incomoda, a origem desses pensamentos, quinze minutos de meditação por dia podem ajudar muito nesses casos.


O modo como você age e trata a sua consciência é que vai definir se ela é um castigo ou um dom divino. Não vire escravo de seus pensamentos e nem tente se livrar da sua consciência, trabalhe junto dela, talvez essa seja a única maneira de você conhecer a ti mesmo.

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