Nada mais é do que
assumir o nosso poder pessoal e para isso temos que ter vontade de assumir o
nosso posto de rei, de comandante do nosso reino interno. Temos um reino dentro
de nós, chamado EU, o nosso espírito, a nossa consciência e o que acontece se o
rei desse reino decide não governar seu reino? Esse reino passa a ser governado
por outra pessoa e quem assume o poder no seu lugar acaba sendo seu inimigo
interno que é a sua essência negativa que te escraviza, que te aprisiona, que
te torna dependente.
Praticamente todas as pessoas do mundo não governam seu reino interno, daí a existência da auto
sabotagem, dos desequilíbrios energéticos, das depressões, brigas
desnecessárias e futilidades. Nos sentindo desgovernados acabamos por nos
apegar a coisas fúteis, com a falsa esperança de ter uma base, mas essa base é
geralmente frágil e se vai com o pequeno deslize, somente com a condição de
reis de nós mesmo é que poderemos ter uma conexão real com a fonte divina.
Um rei somente pactua com outro rei, nunca com o servo,
não estamos falando aqui de soberania ou de esnobar seu próximo, estamos
falando de entendimento. Tomaremos como exemplo um acordo entre dois povos,
esse acordo será feito entre os dois reis e não entre os servos, então se você
não conseguir ser o rei de si próprio, outro rei jamais conseguirá chegar a té
você, ensinar algo, trocar experiências com você. Um rei, percebendo que você
ainda não assumiu o seu reinado interno, ele pode até te ajudar, mas enquanto
você não for dono de si, nada maior que um pequeno auxílio poderá lhe ser
aberto, por isso é importante que você assuma o seu poder pessoal para poder
estabelecer conexões de igual pra igual, saindo da mendicância e da pobreza
emocional.
É importante salientar que o reino é interno, isso parece
um pouco bobo mas será que realmente compreendemos a abrangência desse
conceito? Se o reino é interno, tudo que é externo não faz parte do meu reino,
entenda que o externo não é ruim, ele apenas não faz parte do nosso reino, ou
ainda não faz, por que ainda não estamos unidos. E também devemos concluir que
se o reino é interno, deveremos estar no interno para estarmos no controle
dele, logo tudo que é externo não deve e não pode nos alterar, do contrário
estaremos no externo e não no interno. Em outras palavras cada vez que perdemos
o controle por algum acontecimento externo, perdemos o controle do nosso reino,
o controle de nós mesmos. Dessa forma toda e qualquer turbulência externa deve
ser acalmada internamente em principio.
É preciso
trabalhar para tirar o “mal” do reino, a inveja, a luxúria, o medo, egoísmo,
ciúme, orgulho, etc. Não é e nem nunca vai ser fácil conseguir isso, mas é preciso meditar, arrumar a casa,
conhecer a si mesmo e trabalhar constantemente para isso. Um dos maiores erros
de quem começa a se trabalhar internamente é a culpa e o auto julgamento, a
culpa nos retira a paz e dessa forma acabamos por voltar a viver no externo,
pois é mais fácil. Lembramos que nenhum, rei consegue dominar seu reino se não
o conhecer totalmente, logo precisamos conhecer também as nossas trevas e não
ignora-las, conhece-las e trabalha-las com calma e compaixão a si mesmo, não é
pena de si mesmo e sim compaixão, carinho, auto entendimento, compreender que
se fosse fácil essa tarefa não teria tanta gente dormindo no erro, na ignorância.
Por isso medite, confie em você, se conheça, conheça seus
pontos fracos e fortaleça-os, conheça seus pontos fortes os utilize para o bem
e lembre-se que para a auto realização há 3 passos importantes: Se estudar,
saber o que fazer para mudar e fazer.
Não é errado ser bem sucedido, ter dinheiro, mas é errado
ter luxuria por que essa nos retira a paz.
Não é errado ser pobre, mas é errado ser miserável, ser
avarento, por que podemos nos revoltar com essa situação.
Não é errado ser firme, mas é errado ser carrasco, é errado não
saber ouvir.


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